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Novo algoritmo do Instagram: o que realmente mudou

O IG não é mais a mesma plataforma que era há poucos anos. O novo algoritmo do Instagram já não tributa conteúdo apenas por popularidade simples, nem privilegia automaticamente perfis maiores. A lógica por trás da distribuição de posts, reels, explorar e recomendações mudou de forma significativa e compreender essa evolução é importante para qualquer marca ou creator.

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O que significa “novo algoritmo” do Instagram?

Quando falamos em novo algoritmo do Instagram não nos referimos a um único elemento isolado, mas a um conjunto de sinais e sistemas que trabalham em conjunto para definir o que aparece (e para quem aparece) na plataforma.

Tradicionalmente, muitos criadores acreditavam que o algoritmo priorizava posts dos perfis com maior número de seguidores. Essa era uma ideia que fazia nos primeiros anos da rede, mas hoje ela já não se sustenta. O novo algoritmo do Instagram considera muito mais do que números brutos: ele analisa o comportamento real de uso, as interações e o contexto das publicações.

1. Comportamento importa mais do que seguidores

Uma das mudanças mais importantes do novo algoritmo é o foco na qualidade da interação e no comportamento real das pessoas. Cada clique, cada pausa num vídeo e cada partilha é interpretada como um sinal de relevância. Ou seja: quem vê, guarda, comenta ou envia está comunicando ao Instagram que aquele conteúdo merece ser mostrado a mais pessoas.

Isso muda a forma como entendemos alcance e visibilidade:

  • Um perfil com poucos seguidores pode obter grande distribuição se o conteúdo inicial gerar engajamento imediato e consistente.
  • Um grande número de seguidores já não garante, por si só, que cada post vá longe.
  • O algoritmo aprende com o comportamento individual de cada utilizador e adapta recomendações constantemente.

2. Reels continuam no centro e com mais poder

Os Reels permanecem como o formato mais influente para alcançar novos públicos. O novo algoritmo tem reforçado a sua importância no sistema de recomendações, não apenas na aba de vídeo, mas também na secção Explorar e em sugestões de conteúdo.

Por trás disso está uma lógica que todo mundo já conhece: os vídeos curtos mantêm as pessoas mais tempo na plataforma, alimentar a personalização e gerar mais dados comportamentais em menos tempo.

Mas não é apenas isso: a forma como o algoritmo entende o contexto dos Reels também evoluiu. Ele considera não só curtidas e salvamentos, mas também:

  • Taxa de retenção (quanto tempo o vídeo é assistido),
  • Primeiros segundos (o impacto inicial que captura a atenção),
  • Reutilização de áudio e conteúdos originais.

Isso exige criatividade e estratégia: conteúdo que seja imediatamente claro e que promova interação tende a ganhar mais espaço.

3. O IG como motor de busca

Uma das mudanças mais discretas, porém mas mais importantes do novo algoritmo do Instagram é o modo como a plataforma interpreta conteúdos como se fosse um motor de busca interno. Hoje, não se trata apenas de #hashtags. O sistema também entende palavras-chave em biografias, legendas e textos alternativos (alt text) de imagens, algo que antes era secundário.

Essa alteração é fundamental porque significa que o Instagram está:

  • Compreendendo melhor o significado do conteúdo,
  • Entrando em sintonia com buscas mais contextuais,
  • Tornando a descoberta mais semelhante ao que fazemos num motor de pesquisa tradicional.

Em termos práticos, isto aponta para uma nova prioridade: escrever textos descritivos para que o conteúdo não seja apenas visto, mas encontrado. Isso impulsiona mais do que desempenho dentro do Instagram; abre portas para que posts comecem a aparecer em pesquisas externas, como acontece com a integração de conteúdos profissionais nas pesquisas do Google.

Leia também: Como os posts do Instagram no Google podem aumentar as suas vendas

4. Personalização direta do novo algoritmo do Instagram pelos utilizadores

Outra evolução é a introdução de funcionalidades como o “Seu Algoritmo”, que dá às pessoas mais autonomia sobre os temas que querem ver nos reels.

Esta funcionalidade não se trata só de aprender com os nossos comportamentos passados, mas de permitir que os próprios utilizadores expressem os seus interesses. Isso pode reduzir a frustração de conteúdos repetidos ou irrelevantes e tornar a experiência mais intuitiva e ajustada a cada pessoa.

Para marcas e criadores, a mudança significa duas coisas:

  1. Compreender interesses reais do público em vez de supor que “um tamanho serve para todos”.
  2. Aproveitar essa personalização como forma de envolver o público de forma mais direta. Por exemplo, criando tópicos relevantes que as pessoas naturalmente escolham ver mais.

5. Conteúdo autêntico e relevante ganha peso

Em contraste com práticas antigas, como estética super polida, editada, filtrada ou conteúdos de publi óbvia, o novo algoritmo do Instagram valoriza conteúdo autêntico e significativo.

O que isso quer dizer na prática?

  • Posts que mostram momentos reais, histórias com contexto ou processos criativos tendem a performar melhor.
  • Carroséis que oferecem valor ou explicação ganham destaque porque incentivam interacções mais longas.
  • Legendas e textos que descrevem intencionalidade e significado ajudam o sistema a compreender melhor o que está a ser comunicado.

O novo algoritmo evolui e a sua comunicação precisa fazer o mesmo

O novo algoritmo do Instagram não é apenas uma mudança técnica. Ele representa uma mudança de paradigma no modo como as plataformas digitais interpretam valor, relevância e descoberta. O foco passou de seguir para compreender interesses reais e contextos significativos.

Para marcas, criadores e profissionais de comunicação, isto exige um novo tipo de estratégia: pensar em conteúdo que seja útil e significativo, criar narrativas que façam sentido para o público e não apenas “aparecer” e utilizar o poder de palavras chave e SEO interno para facilitar descoberta.

Vale lembrar que algoritmos são ferramentas, e o novo algoritmo do Instagram não é diferente. O que define resultados verdadeiros é a capacidade humana de criar sentido e conexão num ambiente saturado de informação.

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